Os diversos setores da direita política e os neoliberais (estes principalmente) costumam se autoproclamar como “inteligentes”, enquanto os representantes da esquerda, os “esquerdóides”, os “esquerdopatas”, dentre outros adjetivos mais pejorativos ainda; são chamados de “burros”, “idiotas”, “incapazes de raciocínio lógico”, etc. É interessante prestar atenção a dois fatos:
1 – A esmagadora maioria dos intelectuais mais ativos e competentes da atualidade são de esquerda! Também, os mais influentes e devidamente empregados nas maiores universidades do mundo, são destes setor político. Exemplos não faltam: Noam Chomsky, lingüista; Slavoj Zizek, filósofo; Ferreira Gullar, escritor; Oscar Niemeyer, arquiteto; dentre tantos outros. O mesmo não se pode dizer de direitistas e neoliberais, que contam nos dedos os seus representantes intelectuais, sem falar que a quase totalidade destes têm como emprego o colunismo de jornais e revistas de credibilidade duvidosa, onde fazem os seus “seguidores”, não nos meios mais cultos da sociedade, e sim entre os mais ignorantes representantes da nossa classe média que, incapazes de pensar por si próprios, buscam nestes fraquíssimos colunistas alguém para “pensar” por eles.
2- É absolutamente evidente que os direitistas e neoliberais são completamente analfabetos em matéria de ciências “duras” como matemática, física e biologia. Eles, normalmente, são conhecedores de certas ciências humanas, como a ciência política, a sociologia e a história, e mesmo assim em um nível insuficiente para proferir uma frase pequena dotada de sentido! Ora, é óbvio que uma ciência que estuda um objeto tão complexo quanto o ser humano, não pode reduzir-se à preposições da física e da biologia, mas faz parte do mais evidente bom senso considerar a física e a biologia como disciplinas básicas e preparatórias para compreender o homem, afinal antes de ser “social”, o ser humano é, pela ordem, um animal, um organismo e um sistema composto por matéria, energia e informação! Mas, os nossos “inteligentíssimos” representantes da direta e os neoliberais, não entendem isto, e pior, não querem nem tentar entender, afinal uma vez ignorantes em física e biologia, eles fazem questão de promover e incentivar a ignorância nestas disciplinas. “Para que uma pessoa precisa saber de física e biologia quando se está falando de política?”, perguntam os pobres analfabetos. Pois bem, eu já vou explicar: Um certo Reinaldo Azevedo (Formado? Em que? Onde? Com que competência?) publicou, em uma certa revistinha semanal, atualmente investigada pela polícia: “Só é criminoso quem quer; trata-se de uma escolha.” e depois completou com o típico pensamento de um analfabeto científico. “À esquerda, pouco importa o matiz, vive ainda no marxismo do século XIX. É incapaz de entender o homem como um ser dotado de vontade, apto a fazer opções, equipado para distinguir o bem do mal. Seu aparato analítico é fruto do naturalismo do século retrasado, quando o pensamento foi dominado pelo determinismo científico. “O fato é que, qualquer pessoa que tenha prestado atenção nas suas aulas de biologia do ensino médio (não sei se este sujeito concluiu o ensino médio) aprendeu que, qualquer organismo é o produto de duas coisas bem conhecidas pela ciência mais avançada – o código genético e o meio ambiente - a referida “liberdade de escolha” do ser humano fica espremida entre estas duas vigas mestras. Ou seja, o anacrônico aqui é este miserável imbecil que ainda não conhece nem os Trabalhos de Johann Gregor Mendel, pai da genética; e de Ernest Haeckel, pai da ecologia! O mais inacreditável, é o grau de “certeza” com que estes ideólogos pronunciam as suas asneiras anticientíficas. Eles não respeitam nem a lógica, nem as mais refinadas ciências fatuais! Por isso eu resolvi apelar para duas apostas para acabar de vez com a arrogância destes ideólogos direitistas e neoliberais. Eu proponho o seguinte:
1º - Uma pesquisa científica, feita por estatísticos profissionais, que analise todas as classes sociais e que possa abranger, também, os moradores de bairros de luxo, bairros de classe média e favelas. A pergunta a ser feita aos moradores é, dentre outras, “quantas vezes você sofreu, ou via a prática, de um ato de violência?” A minha aposta, baseada em investigação puramente empírica e não estatística, é que os moradores de favela sofreram ou viram muito mais casos de violência que os moradores dos bairros de luxo, o que comprovaria que o ambiente que se vive é fundamental para a formação de novos criminosos! Mas, se vocês não tem coragem (ou competência) para fazer e compreender uma pesquisa científica, eu proponho, então, um outro desafio mais simples.
2º - Basta fazer o seguinte: eu darei um passeio noturno por um bairro de luxo e você direitista ou neoliberal irá para uma favela reconhecidamente perigosa (neste assunto nós temos sim, pesquisas estatísticas sofisticadas que mostram as áreas de risco de uma cidade. A própria UFMG possui uma excelente pesquisa sobre as áreas perigosas de Belo Horizonte. “Coincidentemente” as áreas mais perigosas são as regiões de favelas!). Aceitam o meu desafio? Ou além de analfabetos científicos, mentirosos e preconceituosos, vocês são covardes também?
Esclarecimento: Eu sou filho da ciência! Minha infância e adolescência eu passei estudando matemática, física, biologia e não filosofia e ciências políticas. Se me tornei um tipo de socialista em algum momento de minha vida, foi por ter estudado a simbiose na ciência da ecologia e não por ter lido O Manifesto Comunista ou O Capital!
sábado, 12 de setembro de 2009
Amor e Compaixão: formando a civilização
“Amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo.” MATEUS 19:19; assim diz a bíblia em seu evangelho, no entanto, eu pergunto, eu pergunto: quantas pessoas, sendo cristãs ou não, cumprem este novo mandamento de Cristo? Uma ínfima minoria, com certeza. As pessoas não costumam amar ao seu próximo, a menos que seja um parente muito querido e, mesmo assim, isto é algo cada vez mais raro de se ver em nossos dias. Não é incomum encontrar pais não amando os seus filhos e filhos não amando os seus pais. Penso, na verdade, que é demais pedir à alguém que AME de fato um desconhecido em um momento histórico em que as pessoas mal estão amando os seus parentes mais próximos.
No entanto, a humanidade chegou aonde chegou, por meio de dois sentimentos claramente socializantes e civilizadores: o amor e a compaixão. Foi pelo amor que pais criaram os seus filhos e isto permitiu que se criasse a “família” que é o eixo principal de qualquer sociedade. E foi pela compaixão, ou seja, pela capacidade de uma pessoa sentir “pena” pelo seu semelhante que sofre, mesmo que seja um desconhecido. Foi assim que a sociedade se estruturou. É a compaixão e não o amor que devemos pedir para um estranho. É através do sentimento de compaixão (e o seu subproduto: o altruísmo) que um estranho faz algo de positivo por outra pessoa. O amor universal entre os homens é algo muito bonito de se sonhar, mas não é realizável! O amor tem o seu papel na construção social, ele é o sentimento mais importante: “Agora, pois, permanecem a fé a esperança e o amor, estes três, mas o maior deles é o amor.” 1 CORINTIOS 13:13. Sem o amor não haveria a semente inicial que deu origem à sociedade, mas é a compaixão que é a “cola” que mantém a sociedade unida.
É verdade que o altruísmo pode conter um fundo plenamente egoísta. Basta pensarmos em um caso em que uma pessoa ajuda crianças carentes com donativos. Há duas possibilidades: ou esta pessoa ajuda as crianças com o objetivo de evitar com que elas se transformem em futuros marginais (o que poderia colocar a vida do nosso filantropo em perigo constante) neste caso temos um caso de “egoísmo esclarecido”, onde a pessoa ajuda a outra para evitar um mal pessoal futuro e não porque é “boazinha”. Outra opção é a pessoa ajudar o seu próximo por “pena”: o sujeito se compadece pelo sofrimento das crianças e as ajuda de forma “completamente desinteressada”. Será? Podemos imaginar, também, que o sujeito angustiado pelo sentimento de pena que sente, busca o alívio deste sentimento deste sentimento negativo ajudando a quem precisa. Mais uma vez temos um tipo de egoísmo só que menos “esclarecido”. Fica a pergunta: “Como surgiu o sentimento de ‘pena’ no ser humano, evolutivamente falando?” “Para que ele serve?” Talvez seja um sentimento surgido com o objetivo de facilitar à socialização entre os humanos. Talvez seja outra coisa. Quem pode saber? O que podemos dizer com alguma certeza é que os sentimentos de amor (na construção do alicerce da sociedade: a família) e a compaixão (no estabelecimento da consistência e da tenacidade da sociedade pela aproximação que faz de pessoas completamente desconhecidas) não devem nunca ser desvalorizados por nenhum tipo de ideologia, política ou econômica, sob pena de ver a estrutura da sociedade se desmoronar.
No entanto, a humanidade chegou aonde chegou, por meio de dois sentimentos claramente socializantes e civilizadores: o amor e a compaixão. Foi pelo amor que pais criaram os seus filhos e isto permitiu que se criasse a “família” que é o eixo principal de qualquer sociedade. E foi pela compaixão, ou seja, pela capacidade de uma pessoa sentir “pena” pelo seu semelhante que sofre, mesmo que seja um desconhecido. Foi assim que a sociedade se estruturou. É a compaixão e não o amor que devemos pedir para um estranho. É através do sentimento de compaixão (e o seu subproduto: o altruísmo) que um estranho faz algo de positivo por outra pessoa. O amor universal entre os homens é algo muito bonito de se sonhar, mas não é realizável! O amor tem o seu papel na construção social, ele é o sentimento mais importante: “Agora, pois, permanecem a fé a esperança e o amor, estes três, mas o maior deles é o amor.” 1 CORINTIOS 13:13. Sem o amor não haveria a semente inicial que deu origem à sociedade, mas é a compaixão que é a “cola” que mantém a sociedade unida.
É verdade que o altruísmo pode conter um fundo plenamente egoísta. Basta pensarmos em um caso em que uma pessoa ajuda crianças carentes com donativos. Há duas possibilidades: ou esta pessoa ajuda as crianças com o objetivo de evitar com que elas se transformem em futuros marginais (o que poderia colocar a vida do nosso filantropo em perigo constante) neste caso temos um caso de “egoísmo esclarecido”, onde a pessoa ajuda a outra para evitar um mal pessoal futuro e não porque é “boazinha”. Outra opção é a pessoa ajudar o seu próximo por “pena”: o sujeito se compadece pelo sofrimento das crianças e as ajuda de forma “completamente desinteressada”. Será? Podemos imaginar, também, que o sujeito angustiado pelo sentimento de pena que sente, busca o alívio deste sentimento deste sentimento negativo ajudando a quem precisa. Mais uma vez temos um tipo de egoísmo só que menos “esclarecido”. Fica a pergunta: “Como surgiu o sentimento de ‘pena’ no ser humano, evolutivamente falando?” “Para que ele serve?” Talvez seja um sentimento surgido com o objetivo de facilitar à socialização entre os humanos. Talvez seja outra coisa. Quem pode saber? O que podemos dizer com alguma certeza é que os sentimentos de amor (na construção do alicerce da sociedade: a família) e a compaixão (no estabelecimento da consistência e da tenacidade da sociedade pela aproximação que faz de pessoas completamente desconhecidas) não devem nunca ser desvalorizados por nenhum tipo de ideologia, política ou econômica, sob pena de ver a estrutura da sociedade se desmoronar.
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