sábado, 12 de setembro de 2009

A questão da criminalidade entre os mais pobres e o analfabetismo científico neoliberal.

Os diversos setores da direita política e os neoliberais (estes principalmente) costumam se autoproclamar como “inteligentes”, enquanto os representantes da esquerda, os “esquerdóides”, os “esquerdopatas”, dentre outros adjetivos mais pejorativos ainda; são chamados de “burros”, “idiotas”, “incapazes de raciocínio lógico”, etc. É interessante prestar atenção a dois fatos:
1 – A esmagadora maioria dos intelectuais mais ativos e competentes da atualidade são de esquerda! Também, os mais influentes e devidamente empregados nas maiores universidades do mundo, são destes setor político. Exemplos não faltam: Noam Chomsky, lingüista; Slavoj Zizek, filósofo; Ferreira Gullar, escritor; Oscar Niemeyer, arquiteto; dentre tantos outros. O mesmo não se pode dizer de direitistas e neoliberais, que contam nos dedos os seus representantes intelectuais, sem falar que a quase totalidade destes têm como emprego o colunismo de jornais e revistas de credibilidade duvidosa, onde fazem os seus “seguidores”, não nos meios mais cultos da sociedade, e sim entre os mais ignorantes representantes da nossa classe média que, incapazes de pensar por si próprios, buscam nestes fraquíssimos colunistas alguém para “pensar” por eles.
2- É absolutamente evidente que os direitistas e neoliberais são completamente analfabetos em matéria de ciências “duras” como matemática, física e biologia. Eles, normalmente, são conhecedores de certas ciências humanas, como a ciência política, a sociologia e a história, e mesmo assim em um nível insuficiente para proferir uma frase pequena dotada de sentido! Ora, é óbvio que uma ciência que estuda um objeto tão complexo quanto o ser humano, não pode reduzir-se à preposições da física e da biologia, mas faz parte do mais evidente bom senso considerar a física e a biologia como disciplinas básicas e preparatórias para compreender o homem, afinal antes de ser “social”, o ser humano é, pela ordem, um animal, um organismo e um sistema composto por matéria, energia e informação! Mas, os nossos “inteligentíssimos” representantes da direta e os neoliberais, não entendem isto, e pior, não querem nem tentar entender, afinal uma vez ignorantes em física e biologia, eles fazem questão de promover e incentivar a ignorância nestas disciplinas. “Para que uma pessoa precisa saber de física e biologia quando se está falando de política?”, perguntam os pobres analfabetos. Pois bem, eu já vou explicar: Um certo Reinaldo Azevedo (Formado? Em que? Onde? Com que competência?) publicou, em uma certa revistinha semanal, atualmente investigada pela polícia: “Só é criminoso quem quer; trata-se de uma escolha.” e depois completou com o típico pensamento de um analfabeto científico. “À esquerda, pouco importa o matiz, vive ainda no marxismo do século XIX. É incapaz de entender o homem como um ser dotado de vontade, apto a fazer opções, equipado para distinguir o bem do mal. Seu aparato analítico é fruto do naturalismo do século retrasado, quando o pensamento foi dominado pelo determinismo científico. “O fato é que, qualquer pessoa que tenha prestado atenção nas suas aulas de biologia do ensino médio (não sei se este sujeito concluiu o ensino médio) aprendeu que, qualquer organismo é o produto de duas coisas bem conhecidas pela ciência mais avançada – o código genético e o meio ambiente - a referida “liberdade de escolha” do ser humano fica espremida entre estas duas vigas mestras. Ou seja, o anacrônico aqui é este miserável imbecil que ainda não conhece nem os Trabalhos de Johann Gregor Mendel, pai da genética; e de Ernest Haeckel, pai da ecologia! O mais inacreditável, é o grau de “certeza” com que estes ideólogos pronunciam as suas asneiras anticientíficas. Eles não respeitam nem a lógica, nem as mais refinadas ciências fatuais! Por isso eu resolvi apelar para duas apostas para acabar de vez com a arrogância destes ideólogos direitistas e neoliberais. Eu proponho o seguinte:
1º - Uma pesquisa científica, feita por estatísticos profissionais, que analise todas as classes sociais e que possa abranger, também, os moradores de bairros de luxo, bairros de classe média e favelas. A pergunta a ser feita aos moradores é, dentre outras, “quantas vezes você sofreu, ou via a prática, de um ato de violência?” A minha aposta, baseada em investigação puramente empírica e não estatística, é que os moradores de favela sofreram ou viram muito mais casos de violência que os moradores dos bairros de luxo, o que comprovaria que o ambiente que se vive é fundamental para a formação de novos criminosos! Mas, se vocês não tem coragem (ou competência) para fazer e compreender uma pesquisa científica, eu proponho, então, um outro desafio mais simples.
2º - Basta fazer o seguinte: eu darei um passeio noturno por um bairro de luxo e você direitista ou neoliberal irá para uma favela reconhecidamente perigosa (neste assunto nós temos sim, pesquisas estatísticas sofisticadas que mostram as áreas de risco de uma cidade. A própria UFMG possui uma excelente pesquisa sobre as áreas perigosas de Belo Horizonte. “Coincidentemente” as áreas mais perigosas são as regiões de favelas!). Aceitam o meu desafio? Ou além de analfabetos científicos, mentirosos e preconceituosos, vocês são covardes também?
Esclarecimento: Eu sou filho da ciência! Minha infância e adolescência eu passei estudando matemática, física, biologia e não filosofia e ciências políticas. Se me tornei um tipo de socialista em algum momento de minha vida, foi por ter estudado a simbiose na ciência da ecologia e não por ter lido O Manifesto Comunista ou O Capital!

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